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Amazoom recebe certificado de Plataforma de Direitos Humanos pela coleta de relatos sobre a pandemia

Plataforma de Direitos Humanos - Dhesca Brasil certificou o Amazoom pelo trabalho realizado


Fonte: Divulgação

O Amazoom - Observatório Cultural da Amazônia e Caribe recebeu, nessa segunda-feira (14), um certificado pelo trabalho realizado na coleta de relatos sobre a pandemia da Covid-19 em Roraima no segundo semestre de 2021.


Em outubro do ano passado, o Amazoom foi uma das organizações selecionadas no edital de financiamento Memória Popular da Pandemia (MPP) da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, rede formada por 47 entidades da sociedade civil.


De acordo com a Dhesca Brasil, ao todo, 93 organizações de todo o Brasil apresentaram propostas para o edital, mas apenas 10 instituições foram selecionadas para integrar a iniciativa.


Em Roraima, o Amazoom coletou relatos de 21 pessoas que foram afetadas de alguma forma pela pandemia. As histórias foram registradas em vídeo e texto e ainda serão disponibilizadas tanto pela equipe do Amazoom quanto no site da Plataforma Dhesca.


Conforme o coordenador do Amazoom, Prof Dr. Vilso Jr Santi, foram selecionados relatos de pessoas que poderiam representar a diversidade de Roraima, priorizando a população indígena, mas também os migrantes.


"A gente buscou sim, falar com representantes dos povos indígenas, presentes no estado, da maioria deles, e a gente conseguiu uns depoimentos muito interessantes. Além disso, também falamos com representantes da população migrante do estado. Nós todos, praticamente, que estamos em Roraima somos migrantes e precisamos lembrar disso porque essa é a cara do estado, alguns gostem ou não", explicou.


Fonte: Bryan Araújo

Vilso Santi também foi um dos entrevistados no projeto Memória Popular da Pandemia (MPP). Durante o relato, o coordenador do Amazoom falou das angústias provocadas pela Covid-19 e o isolamento social, da preocupação com os familiares e, principalmente, dos laços construídos e perdidos durante a pandemia.



"Tem efeitos, principalmente os efeitos psicológicos, que eu acho que são irreversíveis. Tem coisa que não volta atrás e não volta a ser como antes. É mais ou menos como quando você perde a relação de confiança: se você perdeu a confiança, você não recupera isso! Você remedia, você convive com a pessoa. Eu acho que em relação à pandemia vai ter muito isso", contou.


O coordenador do Amazoom agradeceu a oportunidade de trabalhar em parceria com a Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil e afirmou que essa foi uma oportunidade para conseguir se aproximar das pessoas e entender como a pandemia afetou e ainda tem afetado a vida das pessoas.


"No contexto da pandemia, a gente mesmo tinha pensado em realizar alguns projetos como esse. Então, quando apareceu a oportunidade de registrar essas memórias, também foi uma oportunidade para a gente retomar essas ideias e tentar contribuir para o registro e discussão desse momento que a gente está vivendo. Então a gente quis aproveitar para fazer isso e para contribuir. Trazer os relatos a partir de Roraima", concluiu.

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